Sair de casa, independência

Sair de casa, independência
Sair de casa é algo que muitos jovens desejam, seja por independência ou rebeldia. Mas será que existe um momento certo para sair da casa dos pais e será que vale a pena? Alguns saem de casa mas continuam sendo sustentados pelos pais e recorrem ao ninho a cada problema que aparece, por mínimo que seja, o que quer dizer que continuam dependentes deles.





Mas nem todos saem de casa por vontade própria. Alguns pais expulsam seus filhos de casa por não aceitarem que eles sejam diferentes do que esperam. Eles acham que assim se livram do problema.





Contudo, morar sozinho pode ser complicado. E dividir a moradia com colegas também. Os hábitos e costumes de cada pessoa poder gerar conflitos entre os moradores. Porém o respeito é fundamental para se conseguir uma convivência harmoniosa e uma conversa franca sempre ajuda a resolver possíveis conflitos.





Para entender um pouco mais sobre o que leva um jovem a sair de casa, conversamos com a psicóloga Olga Inês Tessari.







- Quando é a hora certa de sair da casa dos pais?



Dra. Olga Tessari: Quando o jovem tem condições financeiras de se sustentar sozinho e torna-se responsável por si mesmo. De nada adianta sair da casa dos pais e continuar sendo sustentado por eles, pois o adolescente apenas muda de endereço, mas continua dependente, seja financeiramente ou mesmo emocionalmente. Alguns correm atrás dos pais para a tomada de qualquer decisão, por mínima que seja. Além disso, ele deve se sentir responsável por administrar a casa sem precisar necessitar da família, como por exemplo "usar" a mãe para fazer comidinhas ou a limpeza.







- O que leva um jovem a querer sair da casa dos pais?



Dra. Olga Tessari: São vários os motivos. Em geral, é pela falta de liberdade, falta de respeito dos pais por ele ter opiniões, valores e conceitos de vida diferentes em relação ao que os pais acham correto ou adequado, por causa de conflitos de idéias por ele não suportar o autoritarismo dos pais. Em suma, é quando o clima familiar torna-se insuportável e ele resolve se afastar deste conflito que não consegue resolver, justamente por não haver diálogo. Quando o clima familiar é bom, quando há diálogo e respeito mútuo, o jovem prefere continuar morando com os pais por muito mais tempo, até estabilizar-se financeiramente ou resolver construir uma vida junto com outra pessoa.







- Quais são as vantagens e desvantagens de morar sozinho?



Dra. Olga Tessari: A vantagem é justamente ter a liberdade de fazer o que desejar e da forma como desejar, como por exemplo poder ir à balada e voltar a hora que quiser, viajar, namorar, deixar o quarto desarrumado, etc..., sem ter que dar satisfação de onde foi e com quem esteve, além de não ter que ouvir sermões por seu comportamento. A desvantagem é ter que ser o responsável por administrar e pagar as contas, fazer a limpeza, ou ter que pagar para que ela seja feita, cuidar da alimentação, entre outras coisas. Outra desvantagem pode ser a "solidão", principalmente se o jovem vier de uma família numerosa e comunicativa. Porém isso pode ser resolvido com visitas à família e mantendo contacto constante com amigos.









- É comum os pais "bancarem" os filhos que saem de casa?



Dra. Olga Tessari: Em geral, os pais têm o hábito de "bancar" os filhos quando eles estudam fora da cidade natal, se tiverem condições financeiras para isso, pois consideram a formação académica muito importante. Outras razões para "bancarem" são novos casamentos dos pais, onde a relação dos filhos com o novo cônjuge seja conflituosa ou mesmo quando o filho é motivo de "vergonha" na família, seja porque não estuda, não trabalha, porque se droga ou porque tem comportamentos diferentes daqueles que os pais esperam que ele tenha. Mas neste caso, é comum os pais apenas expulsarem-no de casa. Em muitos casos em que os filhos são expulsos, a mãe acaba sendo a provedora oculta, a que leva comida e dinheiro escondido do marido para os filhos que moram fora de casa.









- Vale a pena dividir o apartamento com outras pessoas?



Dra. Olga Tessari: O relacionamento entre pessoas diferentes costuma trazer muitos conflitos quando não há acordos e respeito entre os moradores acerca dos hábitos dentro da casa. Há até um ditado popular que diz que para você realmente conhecer alguém, você tem que dormir e acordar com a pessoa, conviver com ela na mesma casa. Antes de dividir a mesma moradia, é preciso conhecer bem as pessoas com quem se vai morar, saber de seus hábitos e manias e reflectir se vale a pena ou não a divisão do espaço. Uma forma de conhecer melhor as pessoas com quem se pretende morar junto é fazer uma viagem juntos, alugando uma casa em conjunto. Certamente será uma excelente experiência para se avaliar se é possível ou não morar junto com elas.







- O que pode atrapalhar a convivência entre as pessoas que dividem a mesma casa?



Dra. Olga Tessari: Hábitos e costumes diferentes podem gerar conflitos e atritos no dia-a-dia. Alguns exemplos comuns são ter gostos musicais diferentes e gostar de ouvir música em alto e bom som, sem se importar se está incomodando ou não as outras pessoas da casa, horários de dormir diferentes, o não cumprimento das tarefas de acordo com o que foi estipulado em conjunto, o não pagamento das contas. Em geral, para se ter uma convivência harmoniosa é preciso respeitar todos os moradores e, principalmente conversar sempre que algo não é do agrado de um deles. Viver em conjunto pressupõe acordos e o estabelecimento de regras que sejam convenientes e aceitas por todos os moradores.







- Alguns jovens saem de casa por terem sido expulsos? Quais são os motivos que levam os pais a expulsarem um filho de casa?



Dra. Olga Tessari: Em geral, pais muito rígidos e autoritários, que não aceitam nenhuma oposição às suas regras e que não aceitam que seus filhos possam pensar e agir de forma diferente da que eles esperavam costumam ser os motivos mais comuns da expulsão. Um novo casamento, quando o relacionamento do novo cônjuge com os filhos é conflituoso pode levar os pais a preferirem manter o novo relacionamento a ter seus filhos morando junto com eles. Outro motivo de expulsão ainda comum é quando a filha engravida e se torna motivo de vergonha para a família ou mesmo quando os filhos se envolvem com drogas e os pais não sabem ou não querem administrar este problema e preferem "livrar-se" do mesmo expulsando o filho de casa.
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# Posted on Thursday, 03 July 2008 at 4:37 PM

Namoro, Proibições dos pais

Namoro, Proibições dos pais
Namorar em paz! É o que tanto deseja o casal pra lá de entusiasmado da trama: Baby e Tony. Sem o consentimento dos pais da moça, os dois têm que driblar as ordens dos “velhos”.




Praticamente meio século já se foi desde a época em que se passa a novela, mas muita pouca coisa mudou nesse sentido. Até os dias de hoje, papais e mães galinhas ainda tocam o terror no namoro de muitos pimpolhos. Mas, afinal, quem tem razão nessa história toda? Os pais é que são uns exagerados, ou os filhos é que não sabem escolher seus amores? Segundo a psicóloga Olga Tessari, os dois lados têm um pouco de culpa no cartório!







A super protecção dos pais



“Há várias razões para os pais implicarem com os namorados que seus filhos escolhem. Para todo pai e mãe os filhos nunca crescem e, vendo-os como crianças, é claro que sempre serão reticentes quanto a um namoro, por exemplo, por considerarem seus filhos ainda muito jovens e ingénuos”, explica a psicóloga. E não é só isso, os “velhos” ainda custam a admitir que... Envelheceram! “Aceitar que os filhos cresceram é também perceber que o tempo passou e que eles (pais) estão envelhecendo. Isso é, muitas vezes, bastante difícil de reconhecer”, conta Olga. Para completar, como os pais têm o costume de achar que sempre sabem o que é o melhor para seus filhos e formam, dentro de si, o ideal de parceiro (a) para eles, acabam sendo críticos ferrenhos de algum pretendente que não se encaixe com o modelo que eles idealizaram.







O atrevimento dos filhos



De acordo com a psicóloga, do ponto de vista dos filhos, as escolhas também podem estar relacionadas ao comportamento dos pais... “Em muitos casos, os filhos escolhem justamente pessoas que vão contra o modelo que seus pais esperam ou namoram apenas para provar aos pais que cresceram”, explica Olga Tessari.







Dicas da psicóloga Olga Tessari para os pais com fama de cricris



- Adolescentes sempre contestam seus pais e, quanto mais os pais se opuserem à escolha de seus namorados, mais os filhos agirão no sentido de manter este namoro.




- Se os pais realmente perceberem que um determinado pretendente não é mesmo uma boa pessoa, não adianta tentar impor sua razão, mas, com calma e muito diálogo, mostrar ao filho quem ela é, nem que seja trazendo-a para o convívio familiar.




- Por mais argumentos e explicações que os pais possam ter e por mais que tenham razão, nem sempre o filho conseguirá entender o que os leva a não aceitarem esta determinada pessoa. É preciso que os pais deleguem a responsabilidade desta escolha para o filho, mas sem criticar ou julgar, e deixar claro que ele deve arcar com as possíveis consequências como, por exemplo, o sofrimento.




- Aceitar que os filhos cresceram e que podem divergir dos pais nos seus conceitos e escolhas é confiar na educação dada a eles e esperar que eles ajam de acordo com os seus desejos com responsabilidade. Viver é correr riscos, inclusive o risco do sofrimento. E isto não pode ser evitado, pois o sofrimento faz parte da vida e serve para aprendizado e o crescimento.
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# Posted on Thursday, 03 July 2008 at 4:30 PM

Mentir, omitir ou verdade??

Mentir, omitir ou verdade??
Quando uma verdade a seu respeito parece doloroso demais para o parceiro, você pode seguir por três caminhos: feri-lo, mas contar tudo o que aconteceu, omitir algo para o impacto ser menor ou mentir para poupá-lo – e poupar-se. Para ajudar a escolher a melhor trilha, Viva! consultou Rosana Braga, autora do livro Faça o Amor Valer a Pena (Ed. Gente) e a psicóloga Olga Tessari, autora do livro Dirija a sua vida sem medo (Ed Letras Jurídicas), ambas de São Paulo.

Eis o que elas aconselham.



Se você fez algo condenável ou polémico e ainda não sabe como contar, restam-lhe três alternativas – e suas prováveis consequências:


1) Mentira: Se a relação é legal, isso não será preciso. “A mentira está ligada à baixa auto-estima”, diz Olga Tessari, salientando que uma história mal contada sempre leva à outra e à outra...

Consequência: “Não existe mentira perfeita”, assinala a especialista. E também não há regras para a reacção do parceiro, que pode ir do perdão irrestrito ao rompimento. “Isso vai depender da importância da pessoa na vida do outro.”



2) Omissão: Rosana Braga é taxativa. Segundo ela, alguns fatos não acrescentam nada à relação, especialmente os que só machucam sem contribuir para a evolução da parceria.

Consequência: Se o moço descobrir a omissão, ele pode se sentir traído. Mas, nesse caso, como não foi criada nenhuma história, será mais fácil explicar.



3) Verdade: A verdade é sempre melhor, diz Olga Tessari. Rosana alerta: “Só tome cuidado para não achar que deve contar absolutamente tudo e perder a individualidade na relação.”

Consequência: Depende de cada um e do estágio da relação do casal, mas pode ir desde o fortalecimento da relação até o fim da história entre os dois.
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# Posted on Thursday, 03 July 2008 at 4:25 PM

Roer as unhas...um grande vício

Roer as unhas...um grande vício
Foram dois os motivos que fizeram a estudante Mónica Dantas, 15 anos, parar de roer as unhas. " A Minha mãe zangava-se comigo e eu via as unhas das minhas amigas bonitas, enquanto eu tinha só uns toquinhos", relembra. Mas ao deixar o hábito de lado, Mónica conseguiu não apenas mãos mais bonitas, como também se prevenir de uma série de problemas ao organismo.





Conhecido cientificamente como onicofagia, o hábito de roer as unhas pode trazer uma série de lesões tanto para a unha, como para a região em volta dela. "Já cheguei a magoar os cantos dos dedos de tanto roer as unhas. Tinham vezes que até sangrava", comenta a estudante.





A onicofagia pode ter consequências sérias, como a deformidade e até a destruição definitiva das unhas. "Se houver um dano grande na matriz da unha, ela pode não se recuperar mais, mesmo que o indivíduo pare de roê-las", explica.





Salienta-se ainda que as infecções bacterianas e virais podem prejudicar a área das cutículas, dos dedos e o contorno da boca. "Pode acontecer ainda a má oclusão dos dentes em crianças, verminoses e até a destruição das falanges dos dedos das mãos", completa.





Mas não se engane, dizer que o hábito de roer unhas pode fazer mal ao aparelho digestivo não passa de um mito. "Não há mal algum para o estômago, nem para o intestino. As bactérias que podem causar infecção na garganta, por exemplo, não danificam o estômago".









Tratamento

Há quem opte por tentar esmaltes com gosto ou receitas caseiras para afastar as pontas dos dedos da boca, mas o método não trata a causa da onicofagia, e sim as suas consequências. "Os métodos caseiros de usar substâncias amargas que alteram o paladar no momento de roer as unhas nem sempre têm sucesso e podem até causar aumento da ansiedade no indivíduo", explica Alba Maria.





O tratamento da onicofagia requer acompanhamento psicológico, uma vez que, em sua maioria, as causas do hábito são de fundo emocional. "Quando a pessoa está ansiosa, ela tenta de alguma maneira aliviar essa ansiedade. E roer as unhas é uma forma de aliviar os sintomas da ansiedade", explica a psicóloga Olga Tessari.





Olga Tessari comenta ainda que o tratamento mais efectivo está em tratar a fundo as causas da ansiedade da pessoa. "Pode-se até tentar passar esmaltes, mas quando as causas da ansiedade não são tratadas, corre-se o risco de desencadear outros sintomas, como comer mais, tomar calmantes, jogar ou até mesmo beber em excesso", conta.
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# Posted on Thursday, 03 July 2008 at 4:16 PM

Sexo e o adulescente

Sexo e o adulescente
O sexo é uma parte importante e significativa da vida.

No sexo, como em muitas outras partes da vida, é importante você respeitar a si própria em primeiro lugar para só depois respeitar os outros.

Isso inclui a capacidade de saber dizer não quando você não quer!

Nem sempre é fácil dizer não!

Muitas vezes o seu desejo de dizer não entra em conflito com o que seus amigos pensam, o seu namorado quer...

É muito comum as meninas e os meninos se questionarem se devem ou não ter relações sexuais. Todos os seus amigos transam, todo mundo só fala nisso, você tem curiosidade...Mas o que fazer? Você deve deixar de lado o seu desejo de não querer fazer sexo só para satisfazer o meu namorado?

Aqui vão algumas frases comuns que você já deve ter ouvido muitas vezes...

O que é que tem? Todo mundo faz...isso é normal!

Muitos dos seus amigos dizem que fazem só para se aparecer, para conversar...Claro que há mesmo muitas pessoas que fazem, mas uma boa parte não faz e mente para não se sentir inferior...isso acontece muito entre os meninos que não querem "ficar por baixo" dos colegas...outros tantos fazem sexo porque se deixaram convencer pelos colegas e não porque queriam mesmo! Garanto que você já deve ter ouvido aquela frase: "ahhhhh...só quando você fizer sexo é que saberá o que é se sentir uma mulher mesmo!"

Agora imagine a seguinte situação: você está apaixonada por um menino e ele quer ter relações sexuais com você... e você, querendo aproveitar a chance de estar com ele e de conquista-lo, vai para a cama com ele...mesmo não querendo... você sente medo de que, se não fizer sexo com ele, jamais irá conquista-lo!

Será mesmo que vale a pena fazer isso? Será que você irá conquista-lo desta maneira? Tenho as minhas dúvidas...provavelmente o que aquele garoto queria mesmo era só fazer sexo com você e mais nada...e o mais triste desta história é que, no final, você se sentirá apenas usada...um objecto...mais nada...triste, não é?

E aí você pode estar se perguntando: Afinal, o que é o certo e o errado em sexo? Qual é a hora certa de se envolver?

Não existe o certo ou o errado, mas existe aquilo que é ou não melhor para você.

Pergunte-se: O que é o certo para você mesma?

Você se sente preparada para fazer sexo com alguém?

Não adianta perguntar para os seus amigos, pois todos nós somos diferentes, cada um de nós pensa de uma forma e o que é bom para uma pessoa nem sempre é bom para a outra. E é você quem tem que decidir por você mesma...afinal, quem vai estar lá na hora H será você, não os seus amigos!!!

Decidir por você mesma não é fácil, mas vale a pena!

Nem sempre você se sente preparada para isso! Tente entender o porque...a educação que seus pais lhe deram condena o sexo antes do casamento? Você concorda com eles? Sua religião não permite?

Pense...

É muito importante ser bem honesta com você mesma!

Por que você quer ter relações sexuais com aquela pessoa X?

Quais seriam os motivos?

- Se for para conquistar, talvez não valha a pena...



- Você não quer se sentir "diferente" dos seus amigos? E quem disse que dizer não é ser diferente? Seus amigos precisam aprender a respeitar você e não é sendo igual a eles contra a sua vontade que eles irão respeitá-la...se você não se respeita, dificilmente alguém fará o mesmo com você!



- Talvez seus amigos pensem que você é homossexual porque não quer fazer sexo... puro preconceito! A sua sexualidade só diz respeito a você mesma e mais ninguém... Não precisa provar nada para ninguém!



- Quer experimentar o mesmo que você vê em filmes e na TV? Lembre-se que nem sempre a vida real é como nos filmes...o importante é saber como você se sentirá no dia seguinte!



- Nas festas, tudo termina em sexo...e daí? Por que para você tem que ser assim também se você não quer?

Existem, ainda, uma série de outros motivos seus...

Pense com carinho sobre todos os eles.

Ser "honesta" com você mesma pode ajuda-la a compreender porque é que algumas pessoas têm relações sexuais antes de se sentirem preparadas para isso e, principalmente, para você entender as razões que podem estar levando você a querer fazer algo que vai contra a sua vontade!

Aprenda a respeitar a si mesmo(a)!
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# Posted on Tuesday, 01 July 2008 at 11:00 AM